Nas primeiras duas semanas, a alimentação baseia-se apenas em caldos (legumes, carne magra, frango sem pele e peixe). Os caldos podem ser temperados com sal, tomate, salsinha, alho e cebola. Cozinhe os ingredientes e passe-os na peneira. Use o liquidificador se desejar. Ingira somente o caldo. Não utilize cereais (feijão, lentilha, ervilha, etc). Lembre-se de que a dieta é liquida. O paciente pode tomar água sem gás, sucos naturais coados, água de coco, chá com adoçante e Gatorade. Gelatinas dietéticas também são permitidas.
Devem ser ingeridos, pelo menos, dois litros de líquidos por dia para evitar a desidratação, fracionados em 20ml a cada quinze minutos durante todo o dia. Isto fará com que os rins funcionem bem, deixando a urina clara. Qualquer tipo de alimento calórico (pudim, sorvete, milk-shake, leite condensado, etc.) e bebidas gasosas estão proibidos. No primeiro mês, não poderão ser ingeridos alimentos sólidos. A alimentação evoluirá progressivamente para alimentos pastosos e depois sólidos. É importante que o paciente não tenha pressa e siga as orientações da nutricionista. Nossas nutricionistas devem ser consultadas em caso de dúvida.
Ele é responsável pela avaliação das condições clinicas e cardiológicas do paciente no pré-operatório. Nesta fase, as doenças associadas são controladas e as doses de medicamentos usados são ajustadas para minimizar o risco do procedimento. Esse profissional também emite a Avaliação do Risco Cirúrgico. Em pacientes mais graves, seu acompanhamento no pós-operatório imediato também é necessário. Com o emagrecimento, muitas co-morbidades (hipertensão, diabetes) melhoram ou ficam curadas, assim sendo o clinico ou cardiologista controlam a progressiva redução das doses ou a suspensão dos medicamentos usados para controle destas doenças.
Nas cirurgias convencionais (abertas), a incisão mais utilizada é a mediana (longitudinal) supra umbilical (acima do umbigo) com 12 a 15 cm de extensão.
Nas cirurgias laparoscópicas, utilizamos cinco pequenas incisões de 5 a 12 mm de extensão. Com excelente resultado estético, as cicatrizes são praticamente imperceptíveis.
Como não existem cortes maiores na parede abdominal a dor pós-operatória é muito menos, a respiração fica mais fácil e a movimentação precoce do paciente torna-se possível. Isto diminui o tempo de internação hospitalar, o risco de complicações respiratórias e da parede abdominal, e permite um retorno mais rápido do paciente às suas atividades habituais como trabalho, escola, vida sexual, dirigir veículos automotores e exercícios físicos. A via laparoscopia é hoje a via de acesso mais indicada, desde que não haja contraindicações para sua utilização.
Nas primeiras vinte e quatro horas a própria anestesia minimiza a dor. Atualmente, dispomos de analgésicos muito potentes como os narcóticos e derivados de morfina, além dos habituais, que podem ser usados de acordo com a necessidade de cada paciente. Devemos lembrar, entretanto, qual a dor, como qualquer outro sentimento, é muito individual. De modo geral, ela é muito bem tolerada pela maioria dos nossos pacientes.
No mesmo dia da cirurgia, o paciente já deve ensaiar os primeiros passos e os exercícios respiratórios. Estimulamos a movimentação precoce e a fisioterapia respiratória para prevenir as complicações respiratórias e tromboembólicas. A primeira alimentação será no 1º dia com uso exclusivo de liquido, em pouco volume (1/2 xicara de café) a cada cinco minutos. O objetivo dessa medida é não distender o novo estômago demasiadamente. A alta estará programada para o 2º dia de pós-operatório, dependendo, é claro, da evolução particular de cada pessoa.
A cirurgia da obesidade costuma causar grande expectativa e ansiedade nos pacientes, por ser considerada, por muitos, como o último recurso após um longo período de sacrifícios, decorrentes de dietas, exercícios e medicamentos que não apresentam resultados concretos. O papel do psicólogo é fundamental na evolução de qualquer paciente. Ele avaliará o grau de compreensão e participação do paciente em seu tratamento. O paciente será estimulado a falar sobre si mesmo, compreender suas motivações e poder discutir, da forma mais consciente possível, tudo a respeito desse grande passo no tratamento de sua doença. Esse profissional poderá ainda detectar a presença de transtornos psicológicos que podem postergar ou mesmo contraindicar a cirurgia. Nos primeiros meses que se seguem á cirurgia, o paciente irá encarar o desafio de modificar profundamente seus hábitos alimentares, assim como o de reconhecer, a cada dia, as mudanças em seu corpo. Em alguns casos podem existir conflitos de percepção da sua nova imagem.
A assistência fisioterápica é de fundamental importância no pré-operatório, no pós-operatório imediato e no pós-operatório tardio. Nas duas primeiras fases o trabalho gira em torno da prevenção de fenômenos tromboembólicos e complicações respiratórias. O paciente é avaliado no pré-operatório, onde é prescrito o tratamento que terá início dez dias antes da cirurgia e persistirá por mais dez dias após a alta hospitalar. O paciente também será orientado sobre a necessidade da sua participação ativa no seu processo de reabilitação.
O atendimento no pós-operatório tardio, 30 a 40 dias após a cirurgia, tem como objetivo promover a reeducação postural e uma melhor consciência do novo corpo.
Além de tudo isso, hoje temos também à nossa disposição a fisioterapia dermato-funcional, que juntamente com a cirurgia plástica irá trabalhar a parte estética, com um tratamento específico para flacidez, estrias e outros.
Normalmente, utilizamos uma anistia geral combinada. A utilização de analgésicos faz com que o pós-operatório seja mais confortável. Permite uma movimentação precoce do paciente, com todos seus benefícios. Durante o período operatório, o paciente estará sempre anestesiado e ligado a aparelhos de alta tecnologia, além de sofisticados, que medem e controlam, com precisão, o batimento cardíaco, a pressão arterial, o eletrocardiograma continuo e a oxigenação do sangue, permitindo que o procedimento se realize com total e inequívoca segurança.
A Bioimpedanciometria é um exame que faz a avaliação da composição corporal do indivíduo, ou seja, podemos com este exame saber exatamente o percentual de gordura, de massa magra e de água presentes no nosso organismo.
O paciente faz a sua primeira Bioimpedanciometria no pré-operatório e após a cirurgia continua fazendo o exame a cada três meses até a estabilização do peso. Com estes resultados podemos acompanhar melhor a qualidade da perda de peso do paciente, fazendo com que o médico e os outros profissionais da equipe multidisciplinar possam intervir no processo de emagrecimento sempre que se fizer necessário, para que este seja feito de uma forma saudável.
Nas técnicas cirúrgicas restritivas, a mastigação é de fundamental importância para que o paciente se alimente bem e de forma confortável. Alguns pacientes são portadores de distúrbios mastigatórios acentuados. A fonoaudióloga é a profissional que estudará estes distúrbios e através de técnicas avançadas dará orientações e treinamento adequado aos pacientes.
No pré-operatório, a endoscopia é realizada para diagnóstico de alterações que contra-indiquem ou impeçam o procedimento cirúrgico ou imponham um tratamento prévio. No pós-operatório, a endoscopia é utilizada para avaliação de sintomas e do próprio procedimento realizado, além de, eventualmente, atender a procedimentos terapêuticos. Ela é também utilizada para colocação e retirada do Balão Intragástrico (BIB).
Sabemos que a atividade física, orientada no pós-operatório, é muito importante para melhorar a perda de peso, substituir a massa gorda (gorduras) por massa magra (musculatura), corrigir os vícios posturais e promover as definições corporais.
Tal profissional prescreve o melhor exercício para cada caso, estipulando metas de melhoria da condição física. Ele também é o responsável para definir os limites individuais da atividade física.
A nutricionista analisa a condição alimentar e nutricional do paciente, orientando-o na mastigação correta, na escolha de alimentos adequados e na dieta durante os primeiros meses do período pós-operatório, corrigindo algumas transgressões que possam ocorrer. Além disto, a nutricionista deve avaliar a adaptação do paciente ao método cirúrgico e opinar sobre a técnica cirúrgica a ser utilizada. Sua participação é essencial para que a perda de peso ocorra de maneira eficaz e saudável, independentemente da técnica cirúrgica adotada.
Mulheres em idade fértil podem desenvolver anemia por deficiência de ferro, quando submetidas principalmente ao Bypass Gástrico. Recomendamos, quando possível, a interrupção da menstruação ou diminuição do fluxo menstrual através de método hormonal, preferencialmente não oral pela possibilidade de não absorção, a ser definido em conjunto com seu cirurgião bariátrico e o ginecologista.
Raramente, alterações endocrinológicas são responsáveis pela obesidade. Na maioria dos casos, a própria obesidade agrava ou é a causa de doenças como o diabetes. O endocrinologista é importante para detectar e tratar esses problemas, confirmar a falência do tratamento clínico e opinar em relação à técnica cirúrgica mais adequada. Ele também é responsável pelo controle clínico e metabólico no período pós-operatório, a curto, médio e longo prazos. Com o emagrecimento, doenças endócrinas, como o diabetes e algumas doenças da tireoide tendem a melhorar. A redução ou suspensão dos medicamentos para controle dessas doenças são realizadas por este profissional.
O cirurgião plástico tem papel fundamental no pós-operatório tardio e normalmente atua dezoito a vinte e quatro meses após a cirurgia bariátrica. Tem como função principal reconstruir e reparar os excessos de pele que ocorrem com o emagrecimento, melhorando a estética e contribuindo para o aumento da autoestima.
Nas cirurgias laparoscópicas, em uma semana o paciente pode retornar ao trabalho, à escola, dirigir veículos automotores e ter relações sexuais. Nas cirurgias convencionais, o período para realizar tais atividades é de duas a três semanas.
Nas técnicas que envolvem desvios intestinais e disabsorção, é necessário a suplementação de vitaminas (Barivit® ou Bion®), com o objetivo de evitar as carências de substâncias como o ferro, cálcio, vitamina B12 e ácido fólico e suas consequências. Ocasionalmente, exames de sangue serão realizados para dosar esses componentes. Esse controle médico é fundamental e deverá acompanhar o paciente por toda sua vida.
De acordo com as recomendações atuais, a suplementação vitamínica deve ser realizada pelo resto da vida.
Em casos de deficiência de Vitamina D, utilizamos a reposição com o Vitersol® associado á exposição solar moderada.
Normalmente, os pacientes emagrecerão 30-50% de seu peso inicial, ou seja cerca de 70-80% do seu excesso de peso. Nos primeiros meses, o emagrecimento é maior. Cai, no entanto, progressivamente, até estabilizar-se, fato que ocorrerá de dezoito a vinte e quatro meses após a cirurgia.
Perfeitamente. Devemos ressaltar que a gravidez, durante o primeiro ano de pós- operatório, é contraindicada, devido ao grande emagrecimento. Nesse período, há riscos de abortamento, parto prematuro e desnutrição da mãe e do feto. Aconselhamos a utilização de métodos contraceptivos eficazes nesta fase. Após a estabilização do peso, a paciente poderá engravidar-se. Recomenda-se, no entanto, acompanhamento pré-natal e endocrinológico periódico.
Logicamente. Toda cirurgia implica um determinado risco. É por isso que fazemos uma ampla avaliação pré-operatória para que eles sejam minimizados. Devido às características da doença obesidade, podem acontecer complicações clínicas e cirúrgicas graves: a embolia pulmonar (quando um coágulo formado nas pernas se aloja nos pulmões) e as fístulas digestivas (vazamentos de secreções digestivas nas emendas do estômago e intestino). A mortalidade relatada na literatura médica está menor que 0,5%.
Como a obesidade é uma doença complexa e multifatorial, o trabalho em Equipe, coordenado pelo Cirurgião Bariátrico, é o único capaz de apresentar os melhores resultados. O nosso grupo estará sempre alerta e atento durante vinte e quatro horas. Poderemos ser acionados a qualquer momento, em plantão permanente, inclusive aos sábados, domingos e feriados. Atualmente, temos uma experiência de mais de 5.000 casos de obesos que foram operados, com amplos e indiscutíveis resultados e taxas de complicação comparáveis aos melhores centros de obesidade do mundo. Estamos, continuamente, investindo em atualização, especialização e aprimoramento técnico-profissional. Além disso, acreditamos que o Tratamento Cirúrgico da Obesidade deva ser realizado com responsabilidade, ética e respeito ao paciente.
Na carteirinha oficial da Sociedade Brasileira de Cirurgia Bariátrica e Metabólica, está especificada a técnica cirúrgica utilizada, o que direciona o atendimento do paciente em situações de urgência. Além disso, existem alguns restaurantes que têm oferecido descontos para pacientes bariátricos.
Com mais de 33 anos de experiência, Dr Marcelo Girundi, referência, autoridade e especialista em Cirurgia Bariátrica e Metabólica, já concedeu diversas entrevistas em diversas emissoras e canais de comunicação.
Conheça um pouco dessas entrevistas.
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